Ainda Precisamos de Pedro

A Palavra de Deus anunciada nesta Solenidade de São Pedro e São Paulo nos apresenta a narrativa da terceira aparição de Cristo após sua ressurreição, exprime a fidelidade de Pedro, seu primado e seu martírio. Propõe-nos uma reflexão substancial sobre a missão conferida ao chefe dos apóstolos: apascentar o rebanho que foi a ele confiado.
Desde os primeiros séculos, os cristãos tinham clareza que sobre a Cátedra de Pedro foi fundada a igreja. São João Crisóstomo (349-407), por exemplo, já dizia: “... no interesse da paz e da fé não podemos discutir sobre questões relativas à fé sem o consentimento do Bispo de Roma...”. Pe. Léo em seu livro Buscai as Coisas do Alto, cita a tríplice confirmação de Pedro como Pastor do Rebanho como uma maneira de curar as três vezes que tristemente negou o Senhor ( Jo 18, 17. 25/27). Neste episódio, após cair em si, foi buscado por Jesus Misericordioso e por ele honrado.
Pedro e seus sucessores são pedra angular visível que Cristo, pedra angular invisível, quis na Igreja. São João Bosco teve um sonho em que estava acontecendo uma batalha e o mar se encontrava agitado pelo vento. No meio da tormenta ele viu um barco dirigido pelo Papa, atravessando as águas turbulentas. Duas correntes saíam de cada lado da barca e se prendiam em duas fortes colunas de tamanho diferentes. Sobre a mais alta se encontrava um grande ostensório com uma Hóstia, na outra coluna a imagem de Nossa Senhora Auxiliadora. Assim Deus mostrou a Dom Bosco as três forças da Igreja : o Papa, a Eucaristia e Maria.
O Código de Direito Canônico (cân.331) diz que: O Bispo da Igreja de Roma, no qual perdura o múnus concedido pelo Senhor singularmente a Pedro - Primeiro dos Apóstolos- para ser transmitido a seus sucessores é a Cabeça do Colégio dos Bispos, Vigário de Cristo e aqui na terra Pastor Universal da Igreja; ele, pois, em virtude de seu múnus, tem na terra poder ordinário supremo, pleno, imediato e universal, que pode sempre exercer livremente.
A igreja já teve cerca de 265 Papas, nenhum deles assumiu o nome de Pedro, visto que todos eles são o mesmo Pedro; nós os chamamos de Pio XII, João XXIII, João Paulo II... mas Cristo continua a dizer: Tu és Pedro! (Mt 16, 18)
A Igreja cruza nossos tempos sob o pontificado de Bento XVI e com ela vivemos tempos desafiantes. Contemplamos nos jornais, internet, televisão escândalos que envolvem membros do clero, em uma campanha hipócrita para manchar e atingir Pedro e seus sucessores e, assim, a própria Igreja, querendo calar a voz de Cristo ressuscitado que grita a favor da vida e da família.
Como sabemos, as portas do inferno não prevalecerão sobre a Igreja ( Mt 16, 18) e são muitos Movimentos, Congregações, Ordens que bradam: Pedro estamos contigo! Em nossa vocação Filhos de Maria é forte esse traço de fidelidade ao Papa, à Igreja, esposa de Cristo. Em nossos escritos é claro esse direcionamento, expressado, sobretudo, na oração pelos chefes da igreja, bem como na obediência ao nosso Arcebispo, na vida paroquial engajada e participativa nos ministérios pastorais e na acolhida do povo de Deus em geral.
Uma questão que surge então é: ainda precisamos de Pedro? E nossa reposta dada não com palavras, mas com a vida entregue e doada é: Sim, nós precisamos do Vigário de Cristo, Doce Cristo na terra, a fim de iluminar o nosso caminho e dar sustento à nossa fé, pois sem o Pastor as ovelhas se perderiam. “ Roma locuta, causa finita!” ( Roma falou, encerrada a questão!)
Autor:
Robert StarlingMembro da Obra Filhos de Maria






