Formação Humana: Afetividade e Sexualidade – Reconcilie-se com elas!
Antes de entender a relação entre essas duas forças presentes no ser humano, precisamos entender que elas são duas coisas distintas e complementares, ao mesmo tempo. A nossa afetividade está relacionada a uma permissão de todo ser humano para demonstrar os seus sentimentos e emoções a outro ser ou objeto, um laço criado entre as pessoas, podendo ter ou não características sexuais. Enquanto a sexualidade diz respeito a um modo de ser, no qual se inscreve o masculino e o feminino, que se diferem e se complementam entre si. A sexualidade caracteriza o homem e a mulher no plano físico, psicológico e espiritual, marcando toda a sua expressão.
Hoje, porém, busquemos compreender que os sentimentos e o sexo devem ser orientados e integrados pelo amor para se tornarem verdadeiramente humanos. Precisamos entender que viver aquilo que devo ser me faz responder plenamente ao desígnio de Deus, conforme a vocação a que fui chamado. Deus nos criou sexuados: no cabelo, na voz, no pensar, no agir, etc. Tudo foi definido por Deus na criação de cada pessoa, por amor.
A genitalidade é a expressão máxima da sexualidade, no plano físico, mas quando não orientada para a procriação (participação do amor criador de Deus) e para a comunhão entre os cônjuges, perde o seu sentido. A genitalidade encontra o seu (sentido) no matrimônio, pois neste sacramento há uma união de corpos e de alma, num amor como o de Deus: crescente, fiel e definitivo. Também a Virgindade se realiza neste amor divino, tornando-nos livres para amar a Deus, sendo, inclusive, extremamente profundo, sobretudo por ser oblativo aos outros. Nos celibatários há um compromisso de continência no âmbito da genitalidade, mas, de modo algum, está ausente a sexualidade, assim como Jesus, que não se casou, mas é exemplo de verdadeiro homem: virgem, casto e masculino.
O ser humano jamais terá uma personalidade realizada sem a vivência sadia da sua afetividade e da sua sexualidade. E se você considera que ainda não as tem vivido dessa maneira, há sempre tempo de recomeçar: pois se alguém está em Cristo, é uma nova criatura, o mundo antigo passa, e eis que surge uma nova realidade (2Cor. 5, 17). Quem se reconhece como um “filho escolhido de Deus”, encontra a alegria de se realizar conforme o desígnio de Deus.
Lembremos que no céu não haverá distinção (homem, mulher, casados ou solteiros) pois não precisaremos mais nos complementar, uma vez que o próprio Deus nos complementará em tudo (Mc 12, 18-25). Sejamos aquilo que Deus nos sonhou para ser!
Referência: Pontifício Conselho para a Educação Cristã
Autor:
Sárvya Karena -Coordenadora e Membro da Obra Filhos de Maria -
Ministério de Formação Santa Teresa de Ávila e Santo Inácio de Loyola -
Psicóloga






