Laudato Si: Parte 2

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Laudato Si: sobre o cuidado da casa comum (Papa Francisco)

O Papa Francisco nos presenteou com a Encíclica Laudato Si em junho de 2015. Neste documento, ele aborda o cuidado com a casa comum, com nosso planeta. Confira a seguir a 2ª parte da matéria sobre este documento por Maria Gabriela, vocacionada de nossa Comunidade e acadêmica de biologia pela Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. Não viu a Primeira parte? Confira aqui.

Com um olhar sempre voltado aos mais pobres e necessitados, o Santo Padre nos exorta alertando que cuidar da natureza vai além de uma situação ecológica, é também uma situação social na qual somos convidados a abraçar essa causa. Com pesar, ele relata: “é trágico o aumento de emigrantes em fuga da miséria agravada pela degradação ambiental, que, não, sendo reconhecidos como refugiados nas convenções internacionais, carregam o peso da sua vida abandonada sem qualquer tutela normativa” (LS, p. 23).

Quando acabam os recursos da natureza, isso afeta os mais pobres que na maioria das vezes têm sua renda através do extrativismo. A poluição dos rios afeta diretamente os ribeirinhos que obtém sua renda da pescaria. A degradação do ambiente natural não se dá de forma isolada, mas em conjunto com o ambiente humano. Só podemos combater a degradação ambiental quando voltarmos o nosso olhar para aquilo que tem sido causa da degradação humana e social em nosso meio.

Devemos buscar o sentido de tudo aquilo que desejamos viver, ter um olhar sempre voltado a Cristo. Ele deve ser a razão e sentido de nossas escolhas, assim, buscar cuidar da natureza deve ser alicerçado Nele. Ao olhar a vida de Jesus contemplamos o Jesus humano, que “se fez carne e habitou entre em nós (Jo 1, 14)”. Como cristãos somos chamados a ser Cristo na vida do nosso irmão, a sermos Sua imagem e semelhança, a nos entregarmos na totalidade do nosso ser ao outro, nossas atitudes e o nosso viver deve ser sempre voltadas ao outro. Jesus, ao passar por esse mundo, teve um olhar sempre voltado à criação, pois na beleza da criatura, Ele contemplava a beleza do Criador.

Jesus trabalhou com suas próprias mãos em contato com a natureza, com a matéria-prima criada por Deus. Ele, como carpinteiro, transformava a madeira bruta em utensílios que eram colocados a serviço do outro, atento àquilo que o outro precisava. Papa Francisco nos chama atenção que a cultura ecológica não deve apenas ser voltada a uma série de respostas urgentes e parciais que surgem ao longo da degradação ambiental, do esgotamento das reservas naturais e da poluição. Ela deve ser um movimento interior que irá exigir de nós um olhar, um estilo de vida diferente e, até mesmo renúncias, um conjunto de mudanças nas áreas educativas, políticas e sociais.

Sem essas mudanças corremos o risco de perdermos o foco e o sentido dessa conversão ecológica, cairemos na lógica de uma globalização utilitarista. Se buscamos apenas soluções para cada problema ambiental que surge, não tratamos a real situação, apenas os sintomas. Necessitamos adentar na profundidade da raiz humana da crise ecológica, olhar e perceber que não é apenas uma crise ecológica e sim uma crise social, perceber que o nosso irmão precisa da natureza.

Devemos cuidar bem dela para que as próximas gerações também possam contemplar a beleza da natureza e o cuidado de Deus que se manifesta através de cada criatura. Os avanços tecnológicos e científicos também são manifestação do Amor de Deus por nós, em Deus devemos buscar essa harmonia entre a natureza e a tecnologia.

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