A escola da maternidade

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A maternidade já estava impregnada em meu coração e em minhas atitudes mais simples desde a mais tenra idade. Recordo que no início de minha adolescência surgiu em meu coração o desejo de agradar a Deus, de morar no céu, de ser santa. Eu ainda não conhecia a vida dos santos, acreditava que só conseguiria retirar o passaporte que Jesus me deu na Cruz para a eternidade através de uma vida celibatária (afinal nunca vi uma imagem de um santo de calça jeans nas igrejas, ao contrario, para mim todos usavam hábito religioso – risos).

Esse pensamento me angustiou por um tempo por afastar de mim a possibilidade de concretizar em minha carne a graça de gerar uma vida, foi então que  ouvi a historia de Santa Rita de Cássia e logo me afeiçoei a essa santa por um atributo muito peculiar: ela era mãe. Até então, aos doze anos, a única Santa-Mãe que eu conhecia era a Virgem Maria (que além de ser concebida sem pecado foi fecundada pelo Espirito Santo!).  Santa Rita confirmou em meu coração que meu chamado para a santidade poderia sim, passar pela maternidade.

O tempo foi passando, fui respondendo ao meu Carisma, me formei, me casei e o filho não chegava. Foram quatro anos de súplica para que a mão de Deus agisse em meu favor e permitisse que meu corpo gerasse uma vida.

“Mas a hora vem, a hora chegou, em que a vocação da mulher se realiza em plenitude,(…). É por isso que, neste momento em que a humanidade sofre uma tão profunda transformação, as mulheres impregnadas do espírito do Evangelho podem tanto para ajudar a humanidade a não decair.” (Concilio Vaticano II)

Eu nasci no dia 18 de dezembro de 1980, mas, 33 anos depois, no dia 18 de Agosto de 2015, começava uma nova história para mim, quando, por misericórdia  de Deus, vi minha menininha pela primeira vez. Era a minha hora. A hora havia chegado!

Ela me presenteou com o privilégio de me tornar mãe… Eu que me achava tão preparada e crescida para cuidar daquela criança fui surpreendida com o maravilhoso  mundo das incertezas. Era um convite de Deus para uma nova jornada. Um chamado dentro de um chamado. Gerar vida no cotidiano da família… Gerar Cristo no coraçãozinho daquele novo ser.

Hoje, sou agraciada com duas filhas, que na escola da maternidade me ensinam dia a dia, com sol ou com chuva, que é preciso lutar com Valentia e Sabedoria para me tornar aquilo que eu nasci pra ser!

Núbia Brandão Coimbra (@nubiacfm) – Consagrada da Comunidade Filhos de Maria

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