Category: Formação

Pilares da Quaresma (4/4)Pilares da Quaresma (4/4)

Pilares da Quaresma: A CARIDADE
(Texto e locução por Érika Teles)


Segundo o padre Duffé, secretário do Dicastério no Vaticano: “A caridade– ágape – é o amor que vem de Deus, nos chama e nos leva a aprender de novo a amar os outros, com respeito e humildade.” A caridade também conhecida e traduzida como amor é o ato de ofertamos ao outro muito mais do que algo material, ofertamos a nós mesmos.

Um dos vícios que mais assolam o ser humano é a ganancia, o desejo pelo ter sempre mais, com a prática da caridade, vamos moldando o nosso ser na virtude da humildade, da solidariedade, da partilha. Oferecemos ao outro, ao nosso irmão aquilo que queríamos e estimávamos tanto, vamos aos poucos nos desapegando das coisas matérias, das pessoas e vamos buscando aquilo que é essencial, a intimidade com Deus, a vida com Ele e Nele.


A caridade é um ato concreto, é a prática do amor, é o acolher a realidade de que não somos os senhores de tudo, que o que dá realmente sentido à vida é o amor testemunhado na partilha de bens, de vida. A partilha do dom do amor. Isso é caridade.


E aí, você topa doar de si nessa quaresma?

O que aprendemos no desertoO que aprendemos no deserto

(Texto e locução por Érika Teles)

Quando se fala em deserto logo pensamos: é um lugar quente, árido, de difícil acesso, com pouca agua, pouca comida, um lugar com muitas dificuldades. A sobrevivência no deserto é um tanto desafiadora.

Na vida espiritual, nós, cristãos, também passamos por períodos de deserto, onde Deus parece estar distante, longe, onde as dificuldades e desafios parecem cada vez maiores. Nos sentimos desanimados, tentados a todo tempo, na maioria das vezes, pensamos estar sozinhos. Porém, apesar de toda essa turbulência, se bem vivido o tempo de deserto pode ser bem fecundo. Deus nos coloca no deserto para aprendermos que não vivemos só de pão, que não somos capazes de viver sozinhos, mas que dependemos Dele. No deserto aprendemos a ser pobres e a depender Dele.

É no deserto que aparecem os demônios e é necessário combater os demônios para se assemelhar a Cristo, é Ele o nosso modelo de homem novo e de mulher nova. Tudo aquilo que me coloca em crise é deserto, mas esse deserto nos leva a um autoconhecimento e ao conhecimento de Deus. É um momento doloroso mas necessário. Sem a tentação só conhecemos a ilusão.

Portanto, no deserto aprendemos a ser mais de Deus, a confiar a Ele toda a nossa vida, aprendemos a viver o abandono e a confiança.

Érika Vilela, nossa fundadora, nos ensina que “Em grandes momentos de dor surgem grandes obras de amor, obras de paz.” Aprendemos que todo momento, por mais difícil e doloroso que seja, vivido diante de Deus é bonito. Se você vive um tempo de deserto aproveite para fazer desse tempo um tempo fecundo e para fortalecer a sua fé, confiando que apesar do sentimento de ausência, Ele, sempre está presente.

Gotas de perseverança na sua quaresmaGotas de perseverança na sua quaresma

(Texto por Emerson Goveia e locução por Júnior Vieira)

Gotas de Perseverança na sua quaresma
(Texto: @emersoncfm / Locução: @juniorvieira193)

Eu sou aquele tipo de pessoa metódica, que pra iniciar uma dieta eu preciso de uma segunda-feira.

E se na terça eu comer um doce, só na outra segunda pra recomeçar.

Calma, eu não tô fazendo dieta, eu posso explicar…

Percebi que eu estava perdendo tempo e era preciso economizar.
A nossa vida é só um instante e logo vai passar.

O Papa Francisco vai nos dizer na sua carta “Patris Corde” que na perspectiva da economia da salvação é de ternura na acolhida das fraquezas que eu vou precisar…

Logo, sim, eu preciso economizar…

Um pouco mais de ternura aprender e exercitar…
Essa pode ser a minha última quaresma e eu não posso desperdiçar.

Como pode alguém que tem medo de altura e o céu querer alcançar?

É preciso lançar fora todo medo e em altos vôos se lançar…
Se você mal começou e já se perdeu nos seus propósitos de quaresma, um caminho eu vou lhe dar…

É só pra quem tem medo de altura que a minha escada vou emprestar.

Mas como se eu tenho medo?
Vai com medo mesmo!

Sobre o ser metódico, tudo bem, mas no excesso se quebrantar…

Olhe pra sua quaresma e com ternura derrame umas gotinhas de perseverança…

Ainda dá tempo…

Se for preciso olhar os dias da semana com outros olhos, compre óculos, desembaça a lente e volte a enxergar…

Perceba na beleza de uma quarta-feira o seu verdadeiro e melhor lugar.

Por que não?

Faça dela o seu ponto de partida, o seu recomeçar…

O importante é o novo propósito, o tirar o pé do lugar.

Economize dias…

Suba sem medo…

É hora de se lançar…

Haa… Emerson, hoje não deu certo!
Calma, amanhã vai dar…

Vem comigo?

Pilares da Quaresma (3/4)Pilares da Quaresma (3/4)

(Texto e locução por Érika Teles)

O jejum é uma prática espiritual que tem por objetivo mortificar a carne, os desejos e as emoções de forma que não sejamos guiados por elas, mas sim, conduzidos pelo Espirito e assim nos aproximemos de Deus, O amemos mais e permitamos que a graça Dele aja em nós, que nos convertamos.
A quaresma é o tempo propício para vivenciarmos essa prática. Na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, devem ser observados o jejum e a abstinência. (Código de Direito Canônico, cânon 1250).


O jejum mais comum é a abstinência alimentar, de carnes vermelhas e outros. Porém, existem outras formas de se exercitar essa prática, como o jejum de redes sociais, de filmes, de palavras negativas, dentre outras. O mais importante é buscar vencer os desejos carnais desordenados e uma maior proximidade com Deus, uma verdadeira mudança de vida.
E aí, como andam as suas práticas, você está preparado para viver essa experiência nessa quaresma?


Que tal tentar vivenciar essa prática espiritual esse ano? Vamos lá?!

Retirar-se para rezarRetirar-se para rezar

(Texto e locução por Érika Teles)

Muito se fala que a oração é o alimento da alma. Em sua primeira catequese na audiência geral sobre a oração, o Papa Francisco afirmou: “A oração é o respiro da fé, é a sua expressão mais adequada. Como um grito que sai do coração de quem crê e se confia a Deus.” É claro para nós católicos e cristãos que sem a oração é difícil permanecer no caminho de uma vida com Deus, precisamos nos fortalecer, acreditar, pedir, confiar Naquele que é maior do que nós. Precisamos fazer-se ouvir o clamor do nosso coração. Deus gosta de escutar a nossa prece.


No entanto, se não nos dispusermos a buscar essa vida de oração, acabaremos por deixar de lado tudo que tem-se construído ao longo da nossa caminhada de fé. É necessário retirar-se para rezar. A oração é intimidade, é encontro! No Evangelho de Mateus no capitulo 6, versículo 6, Jesus diz: “Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está em segredo, te recompensará.” Precisamos nos derramar diante de Deus, dizer a Ele a nossa necessidade, tornar-nos íntimos e ouvi-Lo no silêncio da oração.


Em muitos trechos dos Evangelhos percebemos Jesus que se retira para as regiões montanhosas, de madrugada para rezar. Jesus sendo Deus, reconhece-Se necessitado da oração para estar mais íntimo do Pai, nós como seus discípulos, devemos seguir o seu exemplo e buscarmos nos retirar para falar, para clamar e ser acolhido pelo nosso Pai do céu que sabe das nossas necessidades mais do que nós mesmos e que está sempre pronto para nos ouvir. Ele sempre nos espera para um encontro!


Como anda a sua vida de oração? Você tem conseguido se retirar para rezar, para falar com Deus e para ouvi-Lo falar com você? Que tal tentar agora buscar reservar um tempo só para você e Ele? Alimente sua alma, deixe seu coração gritar para o Senhor.

Santa Quaresma!

Foto: Jessyca Macedo/ Daniela Lemos

Pilares da Quaresma (2/4)Pilares da Quaresma (2/4)

Pilares da Quaresma: A ORAÇÃO
(Texto e locução por Érika Teles)


Segundo o Papa Francisco: “A oração é o respiro da fé, é a sua expressão mais adequada. Como um grito que sai do coração de quem crê e se confia a Deus.” A oração é o momento de intimidade, de encontro com Deus é o grito da alma que encontra abrigo na consolação do Senhor. Érika Vilela nos ensina que “É no espírito dessa intimidade com Deus que a Igreja nos convida a viver o Tempo Quaresmal como tempo de oração, de falar de coração a coração com o Deus vivo.”


A oração nos ajuda a vencermos a concupiscência do poder, do orgulho e da vaidade que tanto nos assola.


Quando nos abandonamos na oração reconhecemos que somos dependentes de Deus, que por nós próprios nada podemos fazer. A oração sustenta a vida do cristão, nos eleva a Deus. É na oração que nos encontramos com o nosso amigo, com o Esposo de nossas almas e ali nesse momento que podemos derramar nosso coração na certeza de que Ele nos ouve e nos acolhe. Por meio da oração somos fortalecidos e ajudados a bem viver a vida e a carregar a nossa Cruz.
Abandone-se na oração e permita o toque do A migo que te espera sempre para ouvir o clamor da sua oração. Santa quaresma!

Pilares da Quaresma (1/4)Pilares da Quaresma (1/4)

Pilares da Quaresma: Oração, jejum e Caridade

(Texto e locução por Érika Teles)

“Agora, diz o Senhor, voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; rasgai o coração e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo” (Joel 12, 12-13).

No tempo da quaresma, período de 40 dias em que nós, católicos nos preparamos para bem vivenciarmos a festa litúrgica mais importante do calendário cristão, a Páscoa do Senhor, a Celebração de sua Ressureição. Tendo início na quarta-feira de cinzas e seu termino na quarta-feira santa, a quaresma é tempo de conversão. Somos convidados a rever nossas práticas cristãs, nosso modo de vida e a voltar o nosso olhar para o Cristo, sentido de nossas vidas. Quaresma é tempo de voltarmos para o Senhor, silenciar e viver com Ele. Para nos ajudar na vivência desse tempo tão rico e fecundo a santa mãe Igreja nos propõe os seguintes pilares: a oração, o jejum e a caridade.

Quarta-feira de Cinzas: o que é?Quarta-feira de Cinzas: o que é?

Damos início hoje ao tempo quaresmal, período de quarenta dias que precede à Semana Santa. A Quarta-feira de Cinzas, assim como, a Sexta-feira Santa é um dia dedicado à penitência, contrição, jejum e abstinência de carne.

Neste dia abramo-nos ao Espírito Santo, para que Ele venha auxiliar-nos na escolha das nossas penitências pessoais, e também a fazer um bom exame de consciência. De modo que, revendo como está sendo a nossa vivência cristã, sejamos impelidos a voltar ao Senhor com maior dedicação, através, da oração, do jejum e da esmola e adentrar no convite que o Bom Deus faz a nós: “Convertei-vos e acreditai no evangelho”.

Ao recebermos as cinzas bentas sobre nossa fronte, aceitemos o convite de olhar para nós e lembrarmos que somos pó e para ele retornaremos (Gn 3,19), ou seja, refletir a nossa origem e o nosso fim, a fragilidade e brevidade de nossas vidas.

Que este dia traga esperança aos nossos corações, porque, como nos recorda o Papa Francisco, “Somos o pó amado por Deus, amorosamente, o Senhor recolheu em suas mãos nosso pó,  e nele, insuflou o seu sopro de vida”.

(Texto por Letícia Fagundes | Locução por Érika Teles)